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Quando me perco de mim...

Sábado, 05.11.16

Muitas vezes me perco de mim

e a ausência me deixa farta de infinito 

e exausta de céus e mares...

E me pergunto que veredas percorrer depois que as esquinas começaram a devorar as ruas que as formavam.  Muitas vezes o vazio ao invés de me machucar, pacifica-me, pois o olhar se perde nas camuflagens que as palavras arranhadas esconderam dentro de si, e assim me agasalho na voz que esconde um silêncio adoecido de mazelas...

As mãos se acomodam no regaço das nascentes e ficam a enxugar as lágrimas que os olhos bordaram no pastoreio dos gestos cansados de existirem. 

E saio a me procurar passeando nas asas da borboleta colorida que pelo quarto esvoaçou trancando a lembrança de um pesadelo nos ponteiros que lentamente moviam as horas de um relógio que não mais existia num tempo que não mais pulsava...

 

Tela de Fabiana Strauberg

 

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de helena às 13:30