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O infinito de ti...

Terça-feira, 14.02.17

E tantos foram os caminhos andados...

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Que em cada desvio percorrido

em cada curva superada

em cada obstáculo vencido

ia ficando um pouquinho de mim...

Fui me desfazendo de raízes

caules, folhas, tronco,

até que de árvore tombada

fui morrendo aos pouquinhos...

Desfazendo palavras

desatando enredos

desprendendo histórias

até nada mais sobrar

a não ser as diminutas raízes que renasciam entre os meus dedos fazendo surgir silenciosos brotos que se espalhavam por minhas mãos e projetavam no infinito de mim as mil notas de uma sonata debulhada em certezas.

E no centro de tudo estavas tu a enluvar-me as mãos com filamentos de seda para que eu espalhasse ao meu redor as sementes ungidas pelos deuses alados.

E renovados o tronco, os galhos, as folhas, flores e frutos,

sentei-me ao pé de mim,

viajante a descansar no seu sétimo dia,

para enfim descobrir que as novas raízes

haviam brotado do infinito de ti

dentro de mim...

 

1. tela "Renascer" do pintor espanhol José Royo

 

Obs. A partir de hoje pretendo responder aos comentários dos amigos que estão sempre a me honrar com suas visitas.

 

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de helena às 18:51