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O canto da vida

Segunda-feira, 17.04.17

O vento afastou as cortinas e espalhou pelo quarto

pequeninas flores 

e um delicado aroma de lavanda...

E no peitoril da janela pousou um rouxinol

de tão suaves cores

que me enfeitiçou de amores

na doçura do seu canto...

E assim perfumada

envolta nos raios de sol que dançavam imagens

nas dobras do lençol

cabelos enfeitados nas estrelas

espalhadas na janela no despedir da aurora

pés calçados nas sandálias de sonhos perolados

dedos anelados no canto do rouxinol

 fui para o jardim voltear com as borboletas

que polinizando as flores

desabrochavam de amores

no olhar alongado de ternura de um enamorado girassol...

Volto para casa e coloco no altar da memória o pedacinho de esperança florescido em mim no voejar dos pássaros, nas asas das borboletas e no cantar da brisa que tecia delicados ramalhetes perfumados de jasmim.

E só então reparo que nas minhas vestes se prendera

uma clave de sol

do gorjeio do rouxinol

o murmúrio da brisa entre as flores

e os minúsculos suspiros que docemente brotavam do jardim...

E assim munida com os sons da natureza

vestida de esperança

perfumada de lavanda

saio pelas horas do meu dia

a compor numa doce sinfonia

o cantar da vida dentro de mim...

 

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de helena às 14:15