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Quarta-feira, 08.03.17

E quando o silêncio se faz necessário...

 

 

 

 

A música preenche o vazio!

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de helena às 11:53


39 comentários

De Augusto a 12.03.2017 às 21:20

Fariseu, meu amigo, desculpa por estar trazendo notícias lá do hospital tão tardiamente, mas somente agora pude vir em casa tomar um banho, descansar um pouco, e novamente voltar.
O estado de saúde do Dr. Renato agravou-se durante a noite e todas as atenções foram concentradas nele. Foram horas de muita luta dos médicos que somente lograram êxito já bem de manhãzinha. E com isto todos nós ficamos naquela expectativa e lutando cada um ao seu modo para que a ansiedade não se tornasse um quadro geral. A nossa Leninha, até então firme como uma rocha, assim que o Leo e o PC nos deram a notícia tranquilizadora, ela teve uma síncope. Foi tão inesperado, que mesmo o Leo estando mais ao seu lado não percebeu. O PC que estava à sua frente foi quem pressentiu e a amparou antes que fosse ao chão. Imediatamente o PC com a ajuda do Leo a colocaram numa maca q estava por perto e mantiveram sua cabeça mais baixa que o corpo, procedimento padrão para que o cérebro seja oxigenado corretamente. Teve a duração de uns 10 segundos mais ou menos, quando ela abriu os olhos indagando o que tinha acontecido e já querendo se levantar. Mas os dois foram taxativos e a forçaram a permanecer na maca e a levaram imediatamente para fazer um eletro, contagem glicêmica, e outros procedimentos para afastarem qualquer causa que não fosse realmente um fator emocional. E daí que aproveitaram para aplicar-lhe soro, colher sangue para fazer uma batelada de exames que ela, naturalmente, a exemplo de nós outros médicos, estamos sempre a incorporar aquele ditado: “na casa de ferreiro o espeto é de pau”. Esta preciosidade popular quem nos trouxe foi a mãe Cidinha. Sentindo falta das constantes idas da filhota até o seu quarto para “fiscalizar” se ela estava ou não quietinha em seu leito, achou de indagar a uma das enfermeiras, e esta, então, inadvertidamente, falou do desmaio. Não deu outra. A mãe Cidinha tirou do braço a “geringonça”, como ela mesma denominou o soro, o monitor cardíaco e o acesso periférico, se livrou da enfermeira que tentava segurá-la e saiu procurando a filhota pelo corredor, abrindo portas e chamando por ela. A Leninha que se encontrava mais ao final do corredor, ao ouvir a voz da mãe tentou se levantar, mas a seguramos. Foi quando surgiu na porta a mãe Cidinha, de camisolão do hospital, chorando e chamando pela filha. A Leninha espantada mostrou logo sinais de preocupação com o estado de saúde da mãe, e a mãe, agora um pouco aliviada, se atirou em cima da filha e ficaram as duas abraçadas, chorando. Ficamos eu e o Leo em estado de choque, imagina, dois homens espantados olhando aquela cena sem saber como intervir. Depois de todo o susto passado, com a mãe Cidinha já no seu quarto, rindo para as paredes de “tanta felicidade”, a Leninha, que continuamos a segurar no leito, também aquietada, você bem pode imaginar o tanto que rimos da situação. Os meninos que haviam presenciado a cena desde o corredor, se dobravam de tanto rir. O jeito foi a Leninha também entrar no espírito esportivo e admitir que a cena fora mesmo muito engraçada. E com isto, meu amigo, com esta cena hilariante onde todos nós nos descontraímos, chegou o Leo com as boas notícias dos exames. E a constatação de que o desmaio teve mesmo uma causa emocional, um pouco de exaustão, e uma leve queda de pressão. Mas nada que precisássemos nos preocupar. E junto dessa notícia maravilhosa também veio a de que o Dr. Renato havia reagido bem à nova medicação e estava bem tranquilo, afastado dos riscos, e já com saudade da esposa e querendo receber a sua visita. Foi então que ele ficou sabendo que ela se encontrava no hospital, apenas para “tomar os medicamentos” que se recusara a tomar em casa, mas que já estava muito bem. Você acredita que o safadinho queria que providenciassem uma suite para os dois ficarem juntinhos? Imagina só! Um outro motivo para que a turma toda caísse na pele dele e se divertisse à vontade. Ele, também um grande trocista, entrou na brincadeira, mas ela, tímida e recatada, ruborizou-se toda.

De Augusto a 12.03.2017 às 21:21

Aí está, meu amigo, as novidades de lá do hospital, dessa família maravilhosa que aprendi a amar, respeitar e admirar. E agora, mais do que nunca, eu quero fazer parte dela, rsrsrs.
Até amanhã, meu amigo, que segundo a mãe Cidinha: será um dia que Deus vai olhar pra gente “de com força”, rsrsrs.

De Maria a 11.03.2017 às 22:08

Minha amiga, por vezes as palavras faltam perante os acontecimentos, por isso apenas lhe posso desejar de todo o coração as melhoras de todos os seus familiares.
Nas asas da amizade envio um abraço bem apertadinho.
Maria

De Fátima a 11.03.2017 às 16:19

Helena, já entrei aqui várias vezes em busca do comentário do seu amigo/admirador/apaixonado, Augusto, hihihi, e somente agora é que ele veio trazer o "boletim médico", rs. Desculpe a descontração deste início de comentário, mas é justamente para desanuviar um pouco as coisas, pois tenho certeza de que, assim como os seus outros amigos, também estou desejosa de que o seu calvário chegue logo ao fim, e que todos os seus amados familiares possam logo estar no recesso sacrossanto dos seus lares a usufruir de uma excelente recuperação de saúde.
Desculpas devo pedir ao Dr. Augusto, com toda esta pompa e cerimônia, rs, pois tenho por ele, assim como por todos aqueles a quem não conheço, um imenso respeito. E é claro, principalmente pelos que eu conheço.
Mas deve acrescentar, minha amiga Helena, que apesar de toda esta demonstração de amor por parte dele, só o aceite como companheiro se realmente o seu coração dizer que sim, e o digo por experiência de vida, pois fiz uma escolha, até depois daquelas maluquices que já lhe falei, baseada apenas numa sincera amizade, e apesar do companheirismo e respeito que reinou entre nós dois, no fundo eu ansiava por alguma coisa a mais, uma união que também pudesse unir o corpo numa fusão mais empolgante e não apenas a fusão espiritual. Desculpa lhe falar isto num momento em que a sua única preocupação é o estado de saúde dos seus familiares. Mas se eu não falar agora, depois passa o momento e eu fico sem dar a minha opinião. É claro que ela não foi pedida e se conselho fosse bom não seria dado, mas vendido, hihihi, mas não sou muito de papas na língua e se acho que um conselho é bom, eu dou, independente se foi ou não pedido.
Também quero lhe falar que ontem fizemos uma corrente poderosa de oração pelos seus parentes, e continuaremos a fazer até que a gente tenha notícias melhores.
Mas há também um outro assunto que eu acho de suma importância lhe falar. Uma das nossas companheiras se diz sensitiva, diz ela que sente a intuição aguçada e um tipo de voz na cabeça quando está focada num problema. E ontem, depois das nossas orações, ela me pediu que lhe desse este recado: ainda existem alguns tropeços no caminho, mas a partir de segunda feira as coisas iriam melhorar para todo mundo. E que era para você sossegar o seu coração e continuar firme e forte, pois a recompensa divina já está a caminho.
Foi isto mais ou menos que ela me pediu para lhe dizer. Espero Helena que ela esteja certa, e que a partir de segunda você possa ter momentos com menos aflição.
Até lá, fica com Deus, e que ele coloque no seu coração muito conforto.
Um abraço da amiga
Fatinha

De Augusto a 11.03.2017 às 15:33

Fariseu, só para dizer que comentei com a Leninha sobre a nossa "correspondência" via blog, e ela disse que poderia ser assim, e ficou sensibilizada com o seu interesse. Outros amigos seus estão obtendo informações por diversos meios de acesso, coordenados pela sua eficiente secretária, a Sra. Vera Lúcia, pessoa da mais alta confiança da Leninha e merecedora de toda a amizade e consideração que lhe são dedicadas.
Aliás, a Leninha está cercada por pessoas competentes, amigas, solidárias, sempre dispostas a fazer qualquer coisa por ela, pois ela também faz qualquer coisa por alguém do seu relacionamento, e devo dizer: até por aqueles que não o são, mas que ela descobre que precisa de uma ajuda, seja ela qual for. Os sobrinhos, do qual lhe falei anteriormente, tem nela um exemplo de TUDO, e me contaram fatos que só me fizeram ainda mais disposto a conquistar o seu coração. Sou ou não sou um homem privilegiado com tudo isto, meu amigo?

De Augusto a 11.03.2017 às 15:07

Fariseu, meu prezado amigo: vim atualizá-lo com os “boletins” de saúde dos familiares da nossa Leninha.
O Dr. Renato (o sogro), que já é um paciente safenado, em linhas gerais teve que ser submetido a uma nova revascularização miocárdica devido a um estreitamento dos vasos, encontrando-se agora na UTI. Seu estado de saúde inspira cuidados, e o corpo médico, composto de profissionais competentes, mostra-se apreensivo.
A Sra. Aurora (a sogra), saúde fragilizada como já lhe expus, também inspira cuidados. Os familiares, num consenso, decidiram pela internação, sendo que a própria aceitou sem relutância. Pessoa sábia, com muita experiência de vida, acredito que tenha concluído ser esta a maneira correta de agir, pois se o seu estado continuasse a exigir cuidados médicos em domicílio, as preocupações e consequentemente o trabalho para os familiares seriam maiores. Aceitou, portanto, conformada, a ida para o hospital, onde estão todos concentrados a cuidar também dos outros membros da família.
O acréscimo de ajuda profissional trazida pelo Dr. Paulo César está sendo de grande utilidade. Também os seus filhos, chegados com ele da França, se mostram atuantes em todas as atividades. Estudantes de Medicina, afeiçoados aos avós, são dois exemplos dignos dos mais altos elogios, pelos cuidados com que cercam a todos.
Enfim, meu amigo, uma família que passei a admirar cada vez mais, pelo exemplo de união e amor que estão a dar.
A nossa Leninha, um capítulo a parte, sempre forte, diligente, atuante, participando de cada decisão, levando carinho a todos, mas negligente com a sua alimentação e com a reposição do sono. Só se senta um pouco quando passa por todos os quartos e se certifica de que estão todos, dentro do próprio quadro, bem. Agora tenho dois jovens a me auxiliar na missão de alimentá-la adequadamente e de fazê-la repousar um pouco e tentar dormir pelo menos umas 6 horas diárias. Devo registrar o carinho e expressões de amor que existe entre os três. Parecem, excluindo idades, mãe e filhos a se cuidarem. Um flagrante que qualquer artista gostaria de pintar.
Também a nossa senhorinha mais linda do mundo, a mãe Cidinha, merece um referencial, pois se não fosse a “autoridade” da Leninha, ela já estaria zanzando pelos outros quartos procurando ajudar a todos. Uma pessoa admirável, digna de outra admirável pessoa que é a sua filha, rsrsrs. Ambas, com posições de comando querendo se impor, mas a Leninha tem vencido esta batalha e a mãe Cidinha imediatamente fica aquietada no seu leito. São momentos em que tenho mesmo de rir, pois a mãe Cidinha sempre dá um jeito de me falar algo mais ou menos assim: esta menina tá pensando que pode mandar em mim, ai ai ai, deixa eu ficar um tiquinho mais forte que ela vai ver. E acrescenta à observação um doce sorriso que dá para perceber que no fundo adora os miminhos da filha, rsrsrs.
Num dos momentos em que estava eu a obrigar a nossa Leninha a tomar um copo de vitamina, pude lhe contar sobre o seu aniversário, e acredita que consegui extrarir daquele rostinho lindo, um belo sorriso? Ainda teceu comentários de como você deveria ter se sentido com a fantasia do homem aranha. Falei sobre o seu convite, e diz ela que “iremos” sim, mas que depois vai tentar sugerir para a sua turma que continue a fazer decorações com motivos infantis, com direito a docinhos, principalmente brigadeiro, hot dog, pipoca, e tudo que uma festinha para “criança” envolve, pois a festa vai ficar ainda mais animada... Esta é a nossa Leninha, rsrsrs.
Agora, amigo, estou com a missão de ir até às casas de assistência olhar como estão os “seus amores”, e tomar algumas providências que ela me pediu, pois não quer deixar a mãe Cidinha nem a senhorinha Aurora sem os seus cuidados. Uma, porque é muito teimosa, rs, e a outra por ser uma pessoa que ela considera também como mãe, como também o sogro, por quem ela sente uma afeição de pai.
Depois, novamente hospital, pois só vou sair de perto da nossa menina quando ela me pedir que assim o faça numa missão em que ela não pode estar. Qualquer alteração neste quadro, estarei por aqui, meu amigo.
Fica com o meu abraço e meu apreço,
Augusto

De Fátima a 10.03.2017 às 21:35

Helena, vim ver as notícias da saúde dos seus familiares lendo os comentários do seu amigo Augusto para o Fariseu.
Depois das últimas notícias fiquei também aguardando as novas notícias, que sejam tranquilizadoras para o coração dos seus amigos.
Sou evangélica, mas respeito todas as religiões pois todas conduzem a um só Deus, não sou fanática. Fazemos sempre reuniões para orarmos, sempre na casa de uma pessoa do grupo, e hoje será aqui em casa. Vou colocar o seu nome no nosso ciclo e pedir pelos seus familiares.
"Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles. (Mt 18,19-20)"
Sei que você é católica e acredita nisto, portanto minha amiga, saiba que hoje à noite estaremos em oração pela sua família, e pedindo que a força de Jesus penetre no seu coração.
Um abraço de conforto dessa amiga que gosta muito de você,
Fatinha

De CÉU a 10.03.2017 às 17:55

Olá, estimada Vera Lúcia!

Foi com muito agrado, que recebi as suas palavras, em nome da Dra. Helena, que muito agradeço.
A vida tem dessas coisas, mas é preciso saber enfrentá-las, as aceitar, até, embora, por vezes, com alguma revolta, mas continuar é preciso. Todos conhecemos pessoas, que sofrem golpes, duros, uns atrás dos outros, mas algo me diz que nada é por acaso. Um dia, serão para sempre felizes. É o caso da Dra. Helena. Que assim seja!

Um cordial abraço pra você e também para a Dra. Helena.

De Antonio Pereira a 10.03.2017 às 10:40

Força Helena. Tudo há de dar certo. Que Deus ilumine e fortaleça a todos.

Jesus com vocês.

De chica a 10.03.2017 às 10:14

Leninha, diante de tudo que li nos comentários , só posso dizer que estou contigo em orações para que essa fase triste passe logo! Que as coisas fiquem o melhor possível e que não esqueças de te cuidar bem!

Beijos, meu abração amigo e de força! chica

De Augusto a 10.03.2017 às 01:28

Leninha, meu anjo, desculpa, mil perdões. Coloquei a mensagem para o nosso amigo Fariseu no lugar errado, e quando percebi não havia como eliminar e colocar no lugar certo.
Não quero que pareça que estamos a abusar da sua hospitalidade por aqui, e de certa forma "bagunçando" este seu refúgio de tão bela essência.
Desculpa, desculpa, desculpa, mil vezes.

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