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Uma noite longa...

Quarta-feira, 16.11.16

É tarde dentro de uma noite onde as sombras se esgueiram

por entre as frestas de um minúsculo tempo

que se esconde no desvão de uma escada

onde o arco-íris desinventa cores 

numa arte tão sutil que a lembrança até pensa

que ali poderá se infiltrar...

 

E por um momento, um átimo de um tempo tão infinitamente longo, o arco-íris se mostra belo, tão belo que o olhar se enfeitiça num mosaico que se faz explodir em vivas cores deixando uma ardência nos olhos cansados de olhar para o rastro que um pincel criado no vento pintou num chão molhado onde a alma fica a escorregar sem conseguir um fragmento de fantasia que a possa proteger...

E tudo volta a doer!

 

"Sleeping woman" de Anuraag Fulay

 

 

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de helena às 09:30


16 comentários

De FARISEU a 15.02.2017 às 12:41

MUITAS VEZES NOS ESCONDEMOS NA FANTASIA, MAS QUANDO TUDO VOLTA A DOER, A FANTASIA FOGE E AS LEMBRANÇAS SE TORNAM NOVAMENTE PENOSAS DE SEREM VIVIDAS.
UM BELO ESPAÇO VOCÊ TEM AQUI.
ABRAÇOS AFETUOSOS.

De CÉU a 23.11.2016 às 00:33

Leninha, oi, eu de novo!

Tudo bem? Já jantaste?

Passando pra retificar uma coisinha: o comentário de k falámos foi feito, no meu mais recente post, com o nome do atual blog.

Beijinhos e noites de sonhos doces.

De a 22.11.2016 às 14:00

Bom dia Leninha.
Um poema saindo da alma, onde se mostra por inteira. Mostrando como a sua alma sente a escuridão da noite e a saudades latente. Queria poder dizer algo que lhe fizesse alguma diferença. Mas por experiência própria eu sei que so Deus para lhe mostrar um belo arco-íris. Por maior que seja a dor. Tudo na vida passa linda amiga. Você é uma pessoa bela, com um coração bom. Tenho certeza que vai vencer esse difícil luto. É creio até que será muito feliz. Jesus te ama e a sua amiga aqui também. A um tempo amiga uma doença atingiu de uma so vez quem eu amava. Primeiramente pensamos que era um e depois de exames era muitos. Tão cômico e difícil que não podia falar de Deus por respeito as dores dos outros. Mas eu continuei orando mesmo que fosse aos prantos Doença essa que é também crises e isso foi para todos a pior dor imaginada. Hoje um tempo depois eu apreendir que Deus existe mas as fatalidades da vida é coisas que acontece. Enfim minha linda amiga eu lhe desejo que seja sempre amparada pelo alto e pelas pessoas que lhe ama. Um enorme abraço.

De Antonio Pereira a 22.11.2016 às 12:05

Olá, Helena.

Por mais longa que se mostre a noite, por mais demorada que seja a tempestade. O tempo tece alvores, luminosos raios de esperança e multicoloridos arcos-íris. Tudo passa e o espírito passarinho, acorda para voar e voar como é seu desiderato.

Quanto a meu Blog:

Sim. Recebo todos os comentários e procuro responder com brevidade. Às vezes demoro um pouquinho nas respostas...

Sou eu que agradeço por seus sempre gentis comentários e sua preciosa interação. Esteja sempre a vontade.

Um abração.

De Toninho a 20.11.2016 às 03:55

Conheço bem destas noites longas e fundas, que a poesia busca expressar,
mas que bem sabemos, são mais que profundas com seus gritos ecoando,
pelas lembranças sufocantes, que fazem da noite um martírio, onde
as saudades se atropelam no ser.
Sabemos o caminho, como sabemos ser árdua a caminhada.
Mas que há de se aliviar em cada canto.
Carinhoso abraço Leninha
Paz ao seu coração.
Bjs

De CÉU a 20.11.2016 às 00:42

Um texto lírico, sentido, dolorido, bem a teu jeito, nesta fase, Leninha, mas há k retomar caminho, não esqueças!

O sol e as estrelas já pretendem espreitar teu mundo e tu deves lhe dar uma oportunidade, pke tu amas as pessoas e a natureza, em geral. Então, lhe abre só uma frestinha, mesmo. Experimenta, k não te vais arrepender.

O arco-íris de k falas em teu post, ele existiu, existe e vai continuar existindo, só k tu ainda não consegues ver todas as cores dele. É normal k assim seja. Sei k és serena, inteligente e k sabes dosear as emoções, mas tb sei, k as sabes esconder. Vês, como sou bruxinha, mas boa e olha k não falo com D. Cidinha (risos)!?

Vamos lá pintar uma tela com amor e mta cor, e coloca teu coração no centro dela.

A pintura escolhida mostra uma mulher dormindo. Que boa escolha! Serenar é mto importante nessa tua fase e sempre, se diga!

Não sei se foste ou não pra fazenda. Fizeste, decerto, aquilo k teu coração mandou. Mto bem! nota 10.

Um big beijo e um aprazível domingo.

De Carlos Soares a 19.11.2016 às 20:26

Um poema extremamente lírico, nos leva a imaginar até uma ópera representando o poema, faz isso com maestria. " o arco-íris desinventa cores" ... achei isso tão bonito. Parabéns.

De Leunam a 19.11.2016 às 14:55

Um belo poema, mesmo em prosa, tem o trinado de uma canção de amor e saudade.
Belo pelo forma que as cores o vão matizando, lindo pelo que se adivinha nas palavras que brincam em pinceladas de sentimentos.
Helena, boa amiga, vou mais feliz. Alguma dessa luz me iluminou.
Um beijo

De Frida a 18.11.2016 às 00:26

É tao belo o poema e tao triste... mas é assim mesmo, as cores aparecem, pairam e logo apos vem a dor,é como um vai e vem de ondas, mas querida, vai chegar um dia que vai ter mais cores que dor, e entao as lembranças vao chegar sem machucar... aos poucos a calma vem...

Doce Helena, espero que esteja um pouco melhor, te desejo paz...

Beijos...

De Agostinho a 17.11.2016 às 19:39

Cara amiga Helena sabemos que fantasia não existe. É tão só uma ilusão. Mas nós próprios necessitamos de fantasiar, criar histórias onde somos protagonistas, de preferência num papel principal. Acreditar e fazer acontecer.
Que tenhas coragem e força para fazer o caminho.
Obrigado pelas tuas visitas.
Um beijo amigo.

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